Por JBM | Terça-feira, 09 Fevereiro , 2010, 09:11

Assustar não é fácil, mas Hollywood tem os seus truques. Como em fórmula ganhadora não se mexe, aqui fica uma bonita compilação de sustos causados por espelhos (com as diversas variações incluídas).

 



(via JoBlo.com)


Por JBM | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 23:18






Fonte


Por JBM | Domingo, 07 Fevereiro , 2010, 19:33
 
Whatever Works de Woody Allen | 2009

 

De vez em quando surgem dois ou três clichés que tornam a vida do crítico de cinema (ou do aspirante a critico de cinema) bem mais fácil. Neste momento é comum ouvirem-se aos pontapés coisas como "O Avatar tem bons efeitos especiais mas a história não vale nada" ou "Animação boa só mesmo a do Miyazaki" ou então "O Woody Allen dos anos 70 é que era". Afinal de contas, se há tanta gente a repeti-lo é porque deve ser verdade. É fácil de decorar e ajuda a dar um ar de entendido, mesmo que nunca tenhamos visto um filme do Allen na vida.

Pois, na opinião deste modesto servo, nem o Woody Allen "do antigamente" era assim tão genial, nem o novo Woody Allen é assim tão mau. Vicky Cristina Barcelona, por exemplo, é um óptimo filme. Sólido e profundo, como se quer um bom filme existencialista. Confesso que estou curioso para ver o que os detractores do novo Woody Allen vão achar de Whatever Works. Afinal de contas, apesar de ter sido filmado no século XXI, o argumento foi escrito por Allen nos anos 70. Estaremos perante um paradoxo capaz de fazer implodir toda a raça de críticos de cinema?

Mas vamos ao que interessa: A expressão Whatever Works (pessimamente traduzida para português) representa a filosofia do protagonista Boris Yellnikoff, interpretado na perfeição por Larry David (o incansável co-argumentista de Seinfeld e protagonista de Curb You Entusiam), que vive a vida sem fazer grandes planos, limitando-se a aceitar as coisas "desde que elas funcionem". Yellnikoff é demasiado genial para compactuar com as regras da nossa sociedade subdesenvolvida. Em tempos foi proposto para o prémio Nobel da Física, é divorciado, maniaco-depressivo, hipocondríaco e sofre de umas pontuais tendências suicidas. Para além disso ganha a vida a ensinar crianças a jogar xadrez (não sei se ensinar é a palavra mais adequada, mas à falta de melhor ficamos com esta). Ele aparece-nos como o único ser humano capaz de ver o mundo como ele é, e como tal, numa engenhosa manobra de Allen, é o único personagem a perceber que está num filme e a quebrar constamente a quarta barreira.

Um dia conhece Melody St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), uma inocente parola do sul, e , como não quero estragar nenhuma surpresa vou terminar a minha sinopse introdutória por aqui. Digo apenas que Allen fugiu, e graças a Deus, à habitual relação life changing e, consequentemente, à visão romântica e platónica da sociedade. Apesar de rude e antipático, Yellnikoff é o único personagem que esteve certo desde o princípio e, provavelmente, o único que se mantém inalterado ao longo do filme (bem, quase...).

Whatever Works é um conto moral com excelentes diálogos e recheado de humor. Em nenhum momento nos tenta impingir valores e ideologias (à parte da ideologia de aceitarmos a nossa própria ideologia), e isso faz dele um produto surpreendentemente refrescante. Se calhar, no fim, ficamos com aquela sensação de tudo ter funcionado bem demais e de faltarem algumas explicações... Mas para quê mais explicações se tudo funciona tão bem assim?


Por JBM | Sábado, 06 Fevereiro , 2010, 20:12


O Daredevil de 2003 não foi propriamente um campeão de bilheteiras (pode-se dizer que o dinheiro que fez mal dava para mandar cantar um cego... cego, perceberam?), por isso, para a Fox, uma sequela estava fora de questão. No entanto, se o estúdio não fizesse mais nenhum filme perderia os direitos do personagem para a Marvel... o que fazer? Reboot!

Depois de Fantastic Four e Spider-man, Daredevil é o mais recente herói da Marvel a merecer uma segunda oportunidade no mundo do cinema.

Para ser sincero não desgostei totalmente do primeiro Daredevil (que diga-se de passagem era bem melhor do que aquele spin-off mal amanhado de nome Elektra). Aliás, a versão director's cut consegue ser um produto bem decente. Se ao menos o Ben Affleck não fosse box-office poison...

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Por JBM | Sexta-feira, 05 Fevereiro , 2010, 21:41


Agora que Paul Levitz deixou a presidência da DC Comics, Watchmen deixou de estar na paz do senhor. Fala-se em Watchmen 2. E algures na sua gruta, numa floresta recôndita do Reino Unido, Alan Moore suicida-se enfiando a barba numa ventoinha.

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Por JBM | Quinta-feira, 04 Fevereiro , 2010, 14:13

Como a chegada de The Princess and the Frog às salas nacionais, resolvi ressuscitar o belo do Top 10 (eu sei que vocês gostam) e divulgar aqui, e em primeira mão, os meus 10 clássicos Disney de eleição.

 

# 10 - Hercules | 1997

 


Um dos grandes motivos de interesse de Hercules dá pelo nome de James Woods. As canções são orelhudas e a história (apesar de ser uma adaptação demasiado livre da mitologia grega) está bem montada. No entanto, se não fosse o Hades do sr. Woods a coisa não teria a mesma perversidade bem humorada.

# 9 - Tarzan | 1999

 


Foi o último grande sucesso em animação tradicional dos estúdios Disney. Tem tudo o que se pode esperar de um clássico da casa do Rato Mickey: um herói com um passado triste, um grande vilão e um par de secundários memoráveis. A animação tradicional nunca mais seria a mesma.
 

 

# 8- Cinderella | 1950

 


Não foi a primeira das princesas Disney, mas foi certamente a que mais contribuiu para a criação do cânone. Um conto de amor e justiça com uma boa dose de sorrisos. Como é que não poderíamos gostar dele?

 

 

# 7 - The Jungle Book | 1967

 

 

A par com The Aristocats, é um dos clássicos Disney mais ritmados de sempre. As canções são memoráveis, e os personagens intemporais. Foi o último filme a ser supervisionado por Walt Disney, e o primeiro a ser lançado depois do seu desaparecimento.

 

# 6 - Peter Pan | 1953

 


Quem é que em criança nunca desejou voar para a Terra do Nunca? Peter Pan é o conto infantil por excelência. Uma luta entre o bem e o mal, recheado de personagens entranháveis. E admito que, apesar de tudo, sempre gostei mais do Capitão Gancho do que do Peter Pan.

 

 

# 5 - Pinocchio | 1940

 


Um verdadeiro feito na arte do storytelling cinematográfico. Uma obra com uma estrutura narrativa exemplar, alternando na perfeição entre o registo mais surreal e a pura comédia familiar. Foi o primeiro filme animado a ser distinguido pelos prémios da Academia e o tema When You Wish Upon a Star ainda hoje pode ser ouvido antes de qualquer filme com a marca Disney.
 

 

# 4 - Snow White | 1937

 


Belo, assustador, ternurento. O pai (ou neste caso a mãe) dos clássicos Disney pode não ter a sofisticação dos filmes mais recentes, mas tem tudo o que se pode querer do mundo de magia idealizado por Walt Disney.


 

# 3 - The Beauty and The Beast | 1991

 


Foi o primeiro filme animado a ser nomeado para um Óscar de Melhor Filme (e até este ano, o único) e ganhou o Golden Globe para Melhor Comédia/Musical. É um dos filmes mais negros da Disney e aquele que melhor conseguiu compreender o espírito do histórico Snow White. Tem drama, comédia, paixão, e tragédia... ah, e as músicas são absolutamente deslumbrantes.

 

 

# 2 - Aladdin | 1992

 


Há muitas coisas em Aladdin que o tornam num clássico instantâneo: o génio esquizofrénico de Robin Williams, os extraordinários números musicais, o carismático Jaffar, o equilibrio emocional da narrativa - nunca esquecendo a vertente dramática. É só escolher uma delas e já têm razões mais do que suficiente para sustentar a presença de Aladdin no segundo posto da lista. (e mesmo se não tiverem, a lista é minha, por isso paciência)

 

# 1 - The Lion King | 1994

 


É, a par com Aladdin e The Beauty and the Beast, um dos mais dignos representantes da nouvelle vague Disney dos anos 90. Não tem o ritmo frenético do primeiro nem o apelo negro e romântico do segundo, mas esta poderosa adaptação livre do Hamlet de Shakespeare é um dos contos mais completos e emocionantes da história do cinema. 

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Por JBM | Quarta-feira, 03 Fevereiro , 2010, 18:46

 

Lembram-se daquelas alturas em que temos o computador pessoal tão cheio de esterco digital que a única solução é formatar o disco e voltar a instalar o sistema operativo? Pois no cinema isso também acontece. Batman and Robin foi um pedaço de caca tão espessa e fumegante que o franchise que Tim Burton começou em 1989 nunca se conseguiu recompor do choque. Batman acabou por regressar em grande mas a sua base de fãs nunca perdoaram a Joel Schumacher.

Batman and Robin foi eleito pelos leitores da Empire como o Pior Filme de Todos os Tempos. Desde já aqui ficam os meus sinceros parabéns a Schumacher, Clooney e Schwarzenegger. Vencer o Battlefield Earth não é para todos.

Vejam a lista completa aqui.

(se por acaso estiverem a pensar: "mas o Batman and Robin não era assim tão mau"... tomem isto!)

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Por JBM | Quarta-feira, 03 Fevereiro , 2010, 18:26


Para justificar a presença deste estaminé no Planet Geek, aqui fica o gag de abertura do décimo primeiro episódio da temporada 21 dos The Simpsons, onde um certo telemóvel de uma certa empresa megalómana faz uma pequena aparição.

Achei piada. Só isso. Continuando...


Por JBM | Terça-feira, 02 Fevereiro , 2010, 19:22


A pedido de várias familias, aqui ficam os meus two cents sobre as nomeações anunciadas esta tarde pela senhorita Hathaway.

Parece-me óbvio que a Academia se está a preparar para consagrar Avatar. Já me habituei à ideia, por isso nem me vou estar a chatear mais com isso. Sim, Avatar está longe de ser um filme perfeito mas, diga-se de passagem, é bem mais interessante que o vencedor do ano passado, o Slumdog Millionaire. A única dúvida que poderá eventualmente existir está na categoria de Melhor Realização. Kathryn Bigelow chega aos Óscares com um palmarés invejável, e se saísse do Kodak Theater com a estatueta para a melhor realização seria a primeira mulher a fazê-lo. A Academia costuma ser sensível (e bastante permeável) a este tipo de coisas.

Inglourious Basterds está destinado a ser o grande perdedor da noite (é o meu favorito, mas nestas coisas as preferências pessoais não interessam para nada) e ainda não vai ser desta que o Tarantino vai receber o mais do que justo Óscar.

Aquilo que realmente me aborreceu foi o tão badalado excesso de nomeados na categoria de Melhor Filme. Sim, os departamentos de marketing de algumas produtoras vão ficar mais satisfeitas ao poder escarrapachar "nomeado para melhor filme" na capa do dvd. Mas a coisa perde credibilidade. O District 9, por exemplo, é um bom filme mas já que era para nomear um filme sci-fi, a lista ficaria mais bem servida com o Moon. Não é tão comercial, mas não deixa de ser uma obra mais consistente. O filme dos Coen está lá porque... é dos Coen, e o The Blind Side... porque tinham que ser 10.

Dia 7 de Março cá estaremos para confirmar estas considerações... ou desmentir.

Podem ver a lista completa dos nomeados aqui, ou na página oficial, aqui.


Por JBM | Terça-feira, 02 Fevereiro , 2010, 00:38

 Portem-se bem... ou este poderá ser o dia mais longo das vossas vidas... 

 

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