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Ok, a Disney comprou a Fox. E agora?

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Finalmente aconteceu. Depois de semanas de especulação, a Disney anunciou oficialmente a compra da 20th Century Fox pela módica quantia de 52 mil mihões de dólares (o comunicado completo aqui). E agora? O que é que isso significa para a indústria? 

Vamos por partes.

Para além da Marvel ficar praticamente toda reunida no mesmo sítio (os X-Men, o Deadpool e os Fantastic Four podem finalmente juntar-se ao MCU), o acordo tem alguns contornos que me parecem mais relevantes.

Em primeiro lugar, este acordo é a prova de que a Disney pretende ir com tudo o que tem e não tem para cima da Netflix. A Disney já tinha anunciado os planos de expansão para o mercado do streaming, com o fim anunciado do acordo com a Netflix e a criação de uma plataforma própria. Com este negócio, quando a anunciada Disneyflix for lançada (não se vai chamar assim, obviamente, mas percebem a ideia), vai ter o apoio do catálogo da 20th Century FoxMarvel Entertainment, Lucas Films, ABC, ESPN, Disney Channel, Disney Animation, Disney Motion Pictures, Pixar e Blue Sky. Coisa pouca portanto.

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Crítica: Star Wars - The Last Jedi (2017)

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Talvez o maior elogio que podemos fazer a The Last Jedi é que, contra todas as expetativas, e apesar de levar às costas todo o peso do mundo, consegue surpreender e inovar.

Desde o início do filme que Rian Johnson assume uma postura de autoconsciência e de desconstrução daquilo que significa o Star Wars. Tornou-se óbvio que já não estamos nos anos 70 ou até mesmo nos 2000. A internet tornou-se uma ferramenta essencial da militância Star Wars e Johnson, com a plena consciência disso, usa-a a favor de uma narrativa que se adivinhava previsível. 

Rian Johnson brinca, ou melhor, trolla a malta da internet e deita por terra todas as teorias rebuscadas e as análises frame a frame dos trailers. É uma espécie de sucessão espiritual do I love you/I know, atualizando-o e ampliando-o a toda a narrativa. Todos os mistérios que foram sendo criados e alimentados pela fanbase durante os últimos anos são resolvidos de forma inesperada, aproximando mais este capítulo ao Return of the Jedi do que ao Empire Strikes Back.

Depois da epicidade insuflada das prequelas e da colagem do episódio VII à fórmula clássica, este corte com o passado é o que de melhor poderia acontecer a uma saga que, como disse George Lucas em 2005, já não tem tinha mais história para a contar.

É ainda digna de nota a refrescante camada de criatividade visual e conceptual que Johnson acrescentou à saga. Como seria de esperar, a ambiguidade moral continua a dominar o texto e o subtexto do filme, mas desta vez é-lhe dada uma série de twists refrescantes. Depois de 8 filmes, é bom ver que a força ainda tem alguns truques na manga. Alguns funcionam melhor do que outros, é certo, mas de um modo geral, e a esta altura do campeonato, acrescentar páginas ao cânone é um sinal de que ainda existe alguém interessado em contar coisas novas.

Dito isto, e apesar do balanço ser positivo, obviamente que não é um filme perfeito. O ritmo do primeiro ato deixa-nos um pouco apreensivos, há pontos narrativos perfeitamente dispensáveis e continuamos a ter uma série de personagens promissoras que não passam disso mesmo (nem tudo é justificável com a tal reviravolta nas expetativas). 

No entanto, numa saga que promete ainda nem ir a meio, isso pode ser facilmente corrigido nos capítulos seguintes. Depois daquele plano final, só podemos esperar que o senhor que se segue olhe para o Star Wars com a consciência de que o universo vai muito para além daquilo que conhecemos e que nem só de bonecos vive uma saga.

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Antes dos Wookiees e dos Sabres de Luz, era sobre isto que pensava George Lucas

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Para assinalar a estreia do Episode VIII, a Dust (uma plataforma online que se dedica a divulgar curtas de ficção científica e que é subscrição obrigatória para qualquer nerd que se preze) acabou de colocar no seu canal do YouTube a curta-metragem "Electronic Labyrinth: THX 1138 4EB".

Trata-se de uma curta realizada por George Lucas enquanto estudante de cinema e que acabou por servir de base para a longa "THX 1138".

Embora já andasse pelo YouTube há algum tempo, esta é a versão mais limpinha e oficial que encontrei até ao momento e só por isso já merece um destaque.

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Crítica: "Alien: Covenant" (2017)

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O franchise "Alien" é tanto uma série de filmes sobre um bicho com duas bocas que mata gente, como "Night of The Living Dead" e respetivas sequelas são filmes sobre mortos devoradores de cérebros. O bicho interessa, claro. É inegavelmente uma criatura fascinante, que representa ao mesmo tempo o medo e a atração pelo desconhecido. Mas mais do que o fim em si mesmo, é o elemento ao redor do qual se exploram e desenvolvem outros géneros. 

"Alien: Covenant" é a sequela mais ou menos direta de "Prometheus", provavelmente o capítulo mais ambicioso de toda a saga. O filme de 2012 levou a mitologia da série a todo um novo patamar, levantando questões, apontando caminhos e sussurando respostas. 

Aviso à navegação: embora tenha tentado fugir às revelações desnecessárias, torna-se difícil falar de alguns aspetos de "Alien: Covenant" e de "Prometheus" sem referir factos que podem ser considerados spoilers. Avancem à cautela.

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Primeiro trailer completo de "The Emoji Movie". Afinal isto vai mesmo para a frente.

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A ameaça concretizou-se. Apesar de alguns rumores que indicavam que, depois da pobre receção do primeiro teaser, a Sony tinha desistido disto, eis que nos chega o primeiro trailer completo de "The Emoji Movie".

Se alguma vez se perguntaram o que aconteceria se alguém juntasse na mesma liquidificadora o "Wreck-It Ralph", o "Inside Out", o "Lego Movie" e o emoji cocó, aqui fica a resposta.

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Crítica: "Get Out" (2017)

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Aquilo que mais me impressionou em "Get Out", obra primogénita do até agora comediante Jordan Peele (digo até agora porque a partir deste momento todos vamos olhar para ele com outros olhos), foi o facto de, apesar dos pequenos problemas estruturais e do ambiente marcadamente surreal, é um filme habitado por gente a sério. Não há decisões idiotas nem falsas dúvidas dramáticas. Os personagens agem, falam e raciocinam como qualquer um dos espetadores, e isso, num género em que é tão fácil cair em lugares comuns, é de louvar.

No entanto, essa é precisamente a razão que está por detrás do seu principal problema. "Get Out" é incapaz de aguentar o mistério muito tempo. Simplesmente não o poderia fazer sem sacrificar a sua metódica lógica interna e a credibilidade dos personagens. 

Ao tentar reproduzir uma estrutura talhada para um episódio clássico da "Twilight Zone" (30 minutos) num filme de quase duas horas, acaba por criar desequilibrios inevitáveis. Temos um primeiro ato e um payoff curtos e eficazes que contrastam com o recheio demasiado massudo do segundo ato, sobretudo se tivermos em conta que a solução do mistério torna-se óbvia logo no início do ato, tanto para nós como para os personagens. Isso leva a que grande parte do filme acabe por servir apenas para aprofundar a crítica social de uma forma demasiado óbvia e panfletária.

Obviamente que isso não retira os méritos ao seu realizador/argumentista, que consegue aqui um interessante thriller social (expressão usada pelo próprio) cuja mensagem, interpretações e mestria técnica são suficientemente fortes para aguentar a tensão, sem nunca precisar de recorrer a mecanismos de choque fácil como o gore ou o torture porn.

Que venha agora o próximo, senhor Peele.

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Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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