"I'm a biker dude!" Quando olhei pela primeira vez para o nome dos protagonistas que encabeçam este filme, o meu primeiro pensamento foi : o que raio está o
William H. Macy aqui a fazer?... Depois de ver o filme percebi: ele é a alma de
"Wild Hogs", e sem ele, não quero pensar o que seria deste filme.
É curioso ver como um elenco razoável e uns
gags bem conseguidos, conseguem transformar um filme francamente medíocre, numa sessão de cinema bem passada: O argumento é pobre, o conceito fraquito, alguns diálogos são assustadoramente maus, mas quando tem graça acerta na
mouche, e arranca-nos sonoras e sinceras gargalhadas.
Os primeiros 20/30 minutos são maus e fazem-me temer o pior (a apresentação dos personagens é uma tentativa de fazer humor totalmente falhada, e o conceito - amigos de meia idade que querem esquecer a existência monótona fazendo uma viagem de mota pelo país - é tão original como o
sketches de um certo programa de humor que passa no terceiro canal aos domingos à noite). Mas inacreditavelmente, depois de começar a embalar, deparamo-nos com momentos verdadeiramente hilariantes, protagonizados, principalmente, pelo personagem de Macy, esse todo-terreno do cinema mundial.
Apesar dos restantes personagens terem presença suficiente (incluindo o sempre carismático
Ray Liotta no papel de gajo mau, que lhe assenta sempre como uma luva) para se aguentaram durante os 100 minutos que dura o filme, sem o desajeitado e hilariante rato dos computadores (aquela tatuagem é do caraças!), o resultado estaria longe de ser tão honesto e satisfatório.
Não é um filme que vos possa recomendar sem contra-indicações (há bom humor, mas também há o humor vulgar de casa-de-banho)... mas uma coisa vos posso garantir: de todas as comédias americanas em cartaz, esta é sem dúvida a melhor.
(
5.5/10) * * *