Graças a uma simpática blogger da nossa praça fiquei a perceber algumas razões pelas quais os filmes devem ser vistos e não contados...
Em baixo e aqui.
Graças a uma simpática blogger da nossa praça fiquei a perceber algumas razões pelas quais os filmes devem ser vistos e não contados...
Em baixo e aqui.

Mickey Rourke olha para o céu e imagina-se
a dar um enxerto de porrada em Sean Penn
Randy “The Ram” Robinson é uma antiga estrela de wrestling que vai sobrevivendo a trabalhar num supermercado enquanto compete na “liga dos últimos” da modalidade. Mal tem dinheiro para pagar a roulotte onde vive e a sua única voz amiga é uma stripper.
Um dia, após um violento combate, sofre um ataque cardíaco que o obriga a ser operado de urgência. Os médicos exigem um ponto final na sua carreira profissional, mas Hollywood já nos ensinou que nem tudo é assim tão fácil.
Começando pelo inevitável: sim, é verdade que a performance de Mickey Rourke em “The Wrestler” é arrasadora em todos os sentidos. Não há volta a dar nem retórica que o possa negar. É daquelas certezas universais. Provavelmente mais incontestável que qualquer lei da física ou da química.
No entanto, não é menos verdade que é algo injusto – especialmente para a concorrência - colocar Mickey Rourke no papel de uma estrela dos anos 80 decadente e cheia de vícios pouco recomendáveis. Seria como se Aronosfy quisesse fazer um filme sobre uma vedeta caduca de um reality show e fosse buscar o Zé Maria (alguém ainda se lembra?). É um daqueles casos em que a linha que separa o actor principal do respectivo personagem se dissipa e o conceito de representação é inevitavelmente subvertido. Será Rourke a fazer Randy “The Raw”, ou pelo contrário, Randy “The Raw” é Rourke?
Texto publicado na íntegra aqui.