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A Bela e o Paparazzo: Um Notting Hill da Bica

 
A Bela e o Paparazzo de António-Pedro Vasconcelos | 2010


O objectivo esteve sempre bem definido: «Fazer uma comédia social como as do Billy Wilder». As palavras são do próprio António-Pedro Vasconcelos e a causa, à primeira vista, parece nobre (afinal de contas as comédias românticas nunca foram muito bem tratadas pelo celulóide nacional)

Para tornar esse "sonho" realidade, o realizador voltou a fazer uso dos serviços do argumentista Tiago Santos (Call Girl) e a pedir a Soraia Chaves para encabeçar um elenco bem jeitoso e consistente (as interpretações são um dos pontos altos do filme).

O ponto de partida é simples: Marco D' Almeida é João, um fotógrafo talentoso que se envolve numa relação amorosa com a actriz de telenovelas Mariana (Soraia Chaves). A coisa seria bem mais fácil se Mariana soubesse que João é, na realidade, o paparazzo que a anda a perseguir há anos. Será que Mariana vai tolerar a verdade?

A temática de A Bela e o Paparazzo apresenta-se sólida e bem desenvolvida. O filme pretende reflectir sobre o universo dos famosos, o tal mundo construído sobre o cemitério índio das aparências, e tirando um ou outro cliché, a crítica social resulta bem. O grande problema é a estrutura que pretende seguir.

(...)

 

| Continua em Rascunho.iol.pt

Mortal Kombat, o reinício


Por muito que o tente negar (e cheguei a um ponto onde já desisti de o fazer) o Mortal Kombat de 1995 terá sempre um  lugar especial guardado no meu coração. Mas que não haja qualquer dúvida. O filme é mesmo mau... mas daquele mau que... eu não me importo que seja mau.

Seja como for, agora que perdi a pouca credibilidade que me restava, serve este post para anunciar que Universal prepara o reboot (uma das mais sérias candidatas a palavra do ano cinematográfico) do franchise Mortal Kombat... ou melhor, prepara-se para fazer um franchise MK, coisa que nunca existiu no cinema (aquele segundo filme era untá-lo com mel e atirá-lo aos ursos)

Up in the air: Nenhum Clooney é uma ilha

 
Up in the Air de Jason Reitman | 2009


Confesso que tinha grandes reservas para este Up in the Air. Depois de Juno, o realizador Jason Reitman prometia tornar-se no novo menino bonito do cinema indie (e Deus sabe como me faz comichão essa subcultura de bebés chorões comercialmente alternativos). Entrei na sala com medo. Tinha receio que me atacassem  com aquelas canções cuja sonoridade parece ter ficado perdida algures numa maternidade e que a minha sanidade mental não aguentasse o excesso de referências à cultura pop. Tive uma surpresa. Provavelmente a grande surpresa dos últimos anos.

Ao contrário de Juno, Up in the Air não gasta as baterias a tentar parecer fixe. Reitman conduz a câmara com muita classe e maturidade, sempre de olho do manual de instruções das comédias clássicas. O guião é limpo, eficaz e com duas ou três surpresas na manga (quando pensamos que está a cair no inevitável cliché dá-nos um abanão que canaliza de novo a nossa atenção para o enredo).

O tema de Up in the Air não é novo. O tipo mais cool à face da terra (que ganha a vida a viajar pelo mundo enquanto despede pessoas que nunca viu) defende com unhas e dentes uma filosofia de vida onde ele é o centro do universo e as outras pessoas são apenas adereços descartáveis. Um dia conhece alguém (o inevitável interesse feminino), as coisas mudam e descobre que afinal os homens não são, de facto, ilhas.

O pano de fundo cai que nem uma luva no actual cenário de crise global e a coisa funciona como se fosse a primeira vez que alguém se tivesse lembrado de trazer o assunto ao grande ecrã. O enredo flui com a naturalidade e a emotividade desejadas - apesar de não conseguir fugir a um excesso de esquematização - e as interpretações do triângulo Clooney, Farmiga e a twilighter Anna Kendrick são do melhorzinho (e mais carismático) no que vai de ano.

 

Para ver sem reservas. E de preferência na primeira classe. 

Realizador de (500) Days of Summer vai assinar o renovado Spider-Man


O envelhecimento da população não parece estar a afectar Hollywood. O jovem realizador de video-clipes transformado em realizador de cinema, Marc Webb, acaba de ser contratado para fazer renascer das cinzas Spider-Man.

Parece que para o pessoal da Sony, realizar o sleeper (500) Days of Summer é prova mais do que suficiente das capacidades do sr. Webb.

Ou então foi pelo nome.

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Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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