
O objectivo esteve sempre bem definido: «Fazer uma comédia social como as do Billy Wilder». As palavras são do próprio António-Pedro Vasconcelos e a causa, à primeira vista, parece nobre (afinal de contas as comédias românticas nunca foram muito bem tratadas pelo celulóide nacional)
Para tornar esse "sonho" realidade, o realizador voltou a fazer uso dos serviços do argumentista Tiago Santos (Call Girl) e a pedir a Soraia Chaves para encabeçar um elenco bem jeitoso e consistente (as interpretações são um dos pontos altos do filme).
O ponto de partida é simples: Marco D' Almeida é João, um fotógrafo talentoso que se envolve numa relação amorosa com a actriz de telenovelas Mariana (Soraia Chaves). A coisa seria bem mais fácil se Mariana soubesse que João é, na realidade, o paparazzo que a anda a perseguir há anos. Será que Mariana vai tolerar a verdade?
A temática de A Bela e o Paparazzo apresenta-se sólida e bem desenvolvida. O filme pretende reflectir sobre o universo dos famosos, o tal mundo construído sobre o cemitério índio das aparências, e tirando um ou outro cliché, a crítica social resulta bem. O grande problema é a estrutura que pretende seguir.
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