
"Doing nothing is very hard to do...you never know when you're finished."

"Doing nothing is very hard to do...you never know when you're finished."


É humanamente impossível manter a credibilidade deste blog e escrever uma crítica - com toda a resposabilidade que essa palavra pomposa acarreta - a um filme que mostra uma piranha a devorar e a cuspir uma pila em CGI.
Dito isto, o Piranha 3-D é um mau filme. É foleiro, desnecessariamente violento e há fortes probabilidades de me ter causado danos cerebrais irreversíveis.
Mas já não me divertia assim com um filme 3D há muito tempo. Ponto.
Este vídeo foi roubado descaramente do Facebook do Bela Lugosi ... sim... do Bela Lugosi. Ele não morreu. Ou será que sim? Bah, não importa. O que importa é que eu faço anos.
Parabéns a mim.

Assim de repente: alguém aqui se lembra que em Dezembro vamos ter um novo Crónicas de Nárnia? Não? Pois a verdade é que vamos.
The Voyage of the Dawn Treader estreia nos states a 10 de Dezembro (daqui a um mês, mais coisa menos coisa) e acaba de ser receber um novo trailer que pode ser visto em HD no Yahoo! Movies.
Se numa situação normal este filme já teria problemas em se afirmar nas bilheteiras (estamos em ano de Harry Potter), com esta incompreensível ausência de marketing as coisas não se adivinham nada fáceis para os discípulos de Aslan.

Não é dificil perceber porque tantos críticos norte-americanos comparam The Social Network a Citizen Kane. À primeira vista está lá tudo o que fez do filme do Orson Welles um dos maiores filmes de todos os tempos: a obsessão, a ascensão meteórica, as lutas de poder, as traições, e, acima de tudo, as frustrações. Eu arriscar-me-ia a dizer que as frustrações pessoais são o grande motor narrativo de The Social Network.
Ora vejamos: Zuckerberg começa a sua criação mais brilhante depois de ter sido rejeitado por uma rapariga (se este filme tivesse um rosebud seria Erica Albright); os gémeos Winklevoss resolvem finalmente avançar com um processo depois de uma derrota desportiva frustrante; o Eduardo sente-se frustrado por ter sido "trocado" por Sean Parker e começa a incompatibilizar-se com Zuckerberg. Precisam de mais provas?
Mas interpretações à parte, é impossível não reparar no guião quase perfeito de Aaron Sorkin. Aposto um balde de pipocas em como daqui a uns tempos este guião vai estar a ser usado nas escolas de cinema para ensinar aos futuros argumentistas a noção do ritmo através dos diálogos. Tudo é tão perfeito e fluído que acaba por transformar as duas horas reais num flash psicológico.
No entanto, há algo que falta a The Social Network para que seja considerado uma obra prima. Chamem-lhe desfecho, conclusão ou moral da história. O que é certo é que este filme acaba a meio do jogo. Deixa-nos a salivar por mais e a tentar adivinhar as consequências finais da personalidade obsessiva e arrogante de Zuckerberg - talvez seja mais uma frustração intencional para se juntar às outras referidas anteriormente. Aqui a culpa não é de Fincher, de Sorkin nem de nenhum dos intervenientes mas sim da realidade demasiado recente.
Em relação ao elenco, se é verdade que Jesse Eisenberg é o génio nerd antisocial perfeito, para mim a grande surpresa foi Andrew Garfield. Desde o primeiro instante que este melhor amigo inocente e sonhador consegue estabelecer uma ligação emocional genuína com o público. Esperemos que a via rápida que se prepara para apanhar com o novo Spider-Man não acabe por corromper o seu talento (o caminho dos blockbusters nem sempre é fácil de suportar). E já agora, porque não estou a ver isto acontecer outra vez tão cedo, aqui fica o meu elogio a Justin Timberlake (sim, estou a elogiar Timberlake... nunca pensei que este dia chegasse), um odioso playboy que me fez ter vontade de atirar uma pedra ao grande ecrã.
De salientar ainda (como se fosse preciso) a mestria de Fincher, não só à hora de nos brindar com uma realização clássica e carismática - inteiramente ao serviço do guião de Sorkin - mas também à hora de integrar os efeitos digitais na narrativa. Com a ajuda do corpo de Josh Pence e da tecnologia que rejuvenesceu Brad Pitt em The Curious Case of Benjamin Button, Armie Hammer duplicou-se nos gémeos Cameron e Tyler Winklevoss. Nem desconfiaram? Pois isso é um óptimo sinal.

O reboot de Spider-man (que eu aposto um balde de pipocas em como se vai chamar The Amazing Spider-Man) parece ter encontrado o seu Tio Ben. Segundo o THR, Martin Sheen (o pai de Charlie Sheen e de Emilio Estevez) prepara-se para ensinar ao aracnídeo que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.
Por outro lado, como não há Tio Ben sem Tia May, Sally Field está em negociações para se tornar na tutora espiritual do homem-aranha de Andrew Garfield.
De recordar que, para além de Garfield, o elenco do novo Spider-Man já conta Emma Stone, no papel de Gwen Stacy, e Rhys Ifans, no papel de um vilão ainda desconhecido mas que tudo indica ser verde... e escamoso.

Antes do reboot de Superman, Zack Snyder prepara-se para estrear um dos seus primeiros projectos originais (depois daquela animação com mochos, que por muito boa que seja, simplesmente não é Zack Snyder). Estou a falar claro de Sucker Punch.
Desta vez Snyder abandonou (temporariamente) as bandas-desenhadas, mas o seu estilo delirante promete continuar a dar que falar.
Ora vejam este trailer e digam lá se eu não tenho razão.

Todos sabemos que a MGM está mais para lá do que para cá e que o terceiro filme de Daniel Craig como Bond está numa lista de espera indefinida. Mas o franchise Bond não vive só de filmes e Daniel Craig tem uma versão digital pronta a rebentar com as consolas da nova (e quase nova) geração.
Não costumo falar aqui de videojogos mas há um em especial que, pela forte carga mística e cinematográfica que carrega, me despertou uma certa curiosidade. Já imaginaram se o franchise Bond se começasse a refazer com novos actores? Já imaginaram se, em vez de se renovar, se começasse a reciclar, num ciclo infinito de autosuficiência? É que 23 filmes oficiais dão muito material para eventuais remakes.
Sinceramente quero acreditar que a coisa não vai descambar para aí. Mas se, eventualmente, numa estratégia autodestrutiva, o herdeiros Broccoli decidirem que é esse o caminho a seguir, a primeira pedra já está lançada.
A Nintendo e a Activision resolveram fazer uma nova versão videojogável de GoldenEye para a Wii (de recordar que, para além de ter sido o primeiro filme de Pierce Brosnan no papel de 007, GoldenEye foi um videojogo a sair em meados dos anos 90 para a N64 que revolucionou o género). Até aqui tudo muito bem. O curioso é que, muito provalvemente por culpa dos direitos de imagem do franchise, resolveram substituir o elenco e trocar Pierce Brosnan por Daniel Craig e o Sean Bean por... um tipo qualquer. Como se não bastasse, o tema imortalizado por Tina Turner foi entregue a Nicole Scherzinger das Pussycat Dolls.
Querem ver o resultado de tudo isto? Assim em jeito de curiosidade deixo-vos com a intro musical do novo GoldenEye (aqui) e um pouco do gameplay (aqui).