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Sherlock Holmes: A Game of Shadows (2011), de Guy Ritchie

por JBM, Terça-feira, 24.01.12

Depois de longas noites de reflexão e extensos debates online e offline, posso afirmar, com moderada certeza, que sei qual é o principal problema de Sherlock Holmes: A Game of Shadows (ou Sherlock Holmes 2 para os mais preguiçosos). Mas já lá vamos.

 

Comecemos pelo início. Depois de desvendar o mistério por detrás de Lord Blackwood, Sherlock Holmes enfrenta agora o seu maior desafio... ou melhor, os seus maiores desafios. Para além de medir forças com o temível Professor Moriarty (que trocou as sombras do primeiro filme pelo lugar de vilão principal), tem ainda de enfrentar a inevitabilidade em que se tornou o casamento do seu inseparável colega, John Watson. A química entre Law e Downey Jr. continua a ser um dos grandes atrativos do filme, e neste segundo capítulo mantém o nível a que nos tinha habituado.

 

O estilo de Guy Ritchie também não é muito diferente daquilo que nos mostrou em 2009. Mantém-se frenético e cativante, graças a um apurado estudo de mercado que o levou a usar, e por vezes abusar, do mecanismo narrativo mais interessante do primeiro filme - o cálculo mental de Holmes. Já o vilão, apesar de não ter por detrás um ator com o peso de Downey Jr. (ou talvez por isso mesmo), consegue convencer-nos que Moriarty não está para brincadeiras (e aqueles 20 minutos finais são magníficos).

 

Mas então, o que poderá ter falhado? Noomi Rapace (a Lisbeth Salander dos Millennium originais) é mal aproveitada, é certo, mas não é esse o seu maior problema.

 

O grande problema de Sherlock Holmes: A Game of Shadows está sobretudo na ausência de uma mistério suficientemente forte para sustentar a narrativa. O argumento preocupou-se tanto em estabelecer empatia com o público que se esqueceu de alimentar os protagonistas com um arco narrativo coeso. Pegando no exemplo do primeiro filme: havia o mistério inicial - um homem que conseguiu sobreviver à própria morte - e a partir daí foram-se construindo pequenos mistérios. Em A Game Of Shadows não há nada disso. O argumento limita-se a ir em velocidade cruzeiro até ao seu desfecho.

 

Obviamente que isso não põe em causa os méritos da reinvenção de Guy Ritchie (o filme continua a ser uma excelente pipoca) mas acaba por deixar no ar uma sensação de oportunidade perdida.

 

***

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E já temos nomeações para os Óscares 2012

por JBM, Terça-feira, 24.01.12

David Fincher ignorado, Woody Allen e Scorsese aclamados, um Transformers 3 com mais nomeações do que o Drive (3 contra 1), o regresso do cinema mudo, e, pela primeira vez em muitos anos, uma Pixar ausente.

 

E é isto. Agora divirtam-se com a lista completa

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E pronto... já amaricaram os zombies

por JBM, Segunda-feira, 23.01.12

Lembram-se do tempo em que pensávamos que os zombies eram a única fortaleza segura num mundo cheio de vampiros e lobisomens abichanados?

 

Graças a um tal de Isaac Marion, o autor de Warm Bodies, o mundo está prestes a colapsar perante a força avalassadora de milhões de adolescentes em fúria. 

 

Sim, meus amigos. Marion pegou nos zombies, essas criaturas de sentimentos puros e sanguinários, e aplicou-lhes a famigerada fórmula hiper-romântica do Twilight: um zombie apaixona-se por uma humana e coisas acontecem... coisas que não interessam a ninguém com dois dedos de testa (a imagem em cima não me deixa mentir).

 

Claro que tal aberração literária poderia muito bem ter ficado escondida na prateleira de uma qualquer livraria, atrás de uma bíblia ou algo que o valha, onde não faria mal a ninguém. Poderia... mas não vai ficar.

 

Hollywood já se fez com os direitos da adaptação e prepara um filme a estrear já este verão. Felizmente que estamos em 2012. O sofrimento não vai durar muito tempo.

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Your Film Festival. Conta uma estória e vai até ao Festival de Veneza

por JBM, Domingo, 22.01.12

Se achas que tens uma boa estória para contar tens até 31 de março para a escrever, filmar e editar (pode ser uma curta, o piloto de uma série televisiva ou uma série online). Depois é só submetê-la ao Your Film Festival e esperar pela fama.

 

Se fores um dos 10 finalistas tens o teu lugar na edição de 2012 do Festival de Cinema de Veneza e podes até vir a trabalhar com o Ridley Scott.

 

Para mais informações é só clicar aqui.

 

Vamos lá colocar um português entre os finalistas.

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O Post dos Posters [169]

por JBM, Domingo, 22.01.12


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Teaser trailer de Re5ident Evil: Retribution

por JBM, Quinta-feira, 19.01.12

 

Se pensavam que era impossível juntar num mesmo vídeo o trailer de um filme de zombies hi-tech (se tiverem uma descrição melhor estejam à vontade) e um anúncio de uma importante empresa tecnológica nipónica, pensem de novo.

 

O teaser trailer de Re5ident Evil: Retribution acabou de chegar.

 

(sim, a incursão cinematográfica do Resident Evil já não tem salvação possível... começou a trocar letras por números.)

 


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Os melhores do ano para Tarantino

por JBM, Sábado, 14.01.12

Se há alguém cuja opinião ainda me interessa, esse alguém é Quentin Tarantino. Não que os seus juízos sejam especialmente válidos (estou longe de concordar como todos eles), mas numa altura em que todos costumam idolatrar mais ou menos o mesmo, é bom ver alguém que não tem medo de quebrar a monotonia.

 

A Total Film teve acesso a uma lista bem fofinha, na qual constam os favoritos (e menos favoritos) de 2011 para Tarantino Man.

 

Sim, ele gostou dos The Three Musketeers e tratou o Drive com relativo desprezo.

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Que se danem os zombies, Frank Darabont tem uma nova série.

por JBM, Terça-feira, 10.01.12

 

Eu nem sou gajo para escrever sobre tv, mas o Darabont  merece sempre uma exceção. Apesar de ter sido injustamente despedido da produção do The Walking Dead, o bom e velho Frank Darabont não desistiu da televisão (pelo menos por enquanto).

 

O realizador do The Shawshank Redemption foi contratado pela TNT para escrever e realizar o piloto de L.A. Noir, uma série baseada no livro John Buntin ambientado nos mafiosos anos 40 e 50 (não confundir com o L.A. Noire, o videojogo da Rockstar - que também seria uma aposta interessante).

 

Agora resta esperar que a TNT não lhe faça o mesmo que a AMC.

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Até sempre, Premiere

por JBM, Segunda-feira, 09.01.12

O comunicado publicado na página do Facebook da Revista Premiere Portugal não engana:  a Premiere tuga acabou... novamente.

 

A decisão, dizem eles, justifica-se por uma diminuição nas vendas e no número de assinantes, pela falta de apoios do mercado nacional e, como não poderia deixar de ser, pela crise. 

 

A mim só me resta lamentar (até porque nos últimos tempos a Premiere até estava a entrar nos eixos) e esperar por um regresso... afinal de contas não há duas sem três.

 

De três revistas de cinema portuguesas passamos novamente a uma. Resta saber por quanto tempo.

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