
Uma coisa é inquestionável: A ideia de se voltar, quase 20 anos depois, a fazer um filme do Indiana Jones despertava grandes medos. Não só Harrison Ford está uns anitos mais velho (e todos sabemos que a idade não perdoa), como também não se sabe muito bem até que ponto as novas gerações, habituadas ao digital, se interessariam por um herói do mais orgânico que pode haver.
Pois bem, geração Playstation, saibam desde já que o avô Indy é ainda capaz de pontapear o traseiro curvilíneo de qualquer Lara Croft que lhe apareça à frente.
Passado em 1957, "O Reino da Caveira de Cristal" começa verdadeiramente quando Mutt Williams (Shia LaBeouf no papel de um Marlon Brando wannabe) informa Indiana… perdão, o Dr. Henry Jones Jr. que um velho amigo seu está desaparecido por culpa de uma misteriosa caveira de quartzo. Escusado será dizer que estão lançados os dados para mais uma aventura aos recantos mais exóticos do planeta.
Motivos não faltam para que nos deixemos ficar na escuridão da sala de cinema. Para além do incrivelmente nostálgico que é ver o velho Indy no grande ecrã acompanhado pelos acordes inconfundíveis da Marcha dos Salteadores, podemos ainda presenciar aquelas que são algumas das mais frenéticas e imaginativas sequências de acção da saga. Ora, senão vejamos: uma perseguição entre os caixotes da sala dos mistérios (lembram-se do final do primeiro filme?), um frigorífico anti-radiação, formigas assassinas, lianas, macacos, tribos assustadoras… é só escolher. Os coreógrafos de serviço não se pouparam a esforços para elevar a fasquia da série.













