Por JBM | Terça-feira, 08 Dezembro , 2009, 12:00
 
A Garagem de Kubrick Ep.9
 
(cliquem na imagem para ampliar)

Nuno Cargaleiro a 8 de Dezembro de 2009 às 15:42
Brilhante, embora ache que a onda mais "natural" seria "Freddy VS Saw"

Tito a 8 de Dezembro de 2009 às 23:24
Transcrevo do livro “Fátima desmascarada, a verdade histórica acerca de Fátima documentada com provas” de João Ilharco, Coimbra, 1971, 3ª Edição do autor. O sobrenatural de Fátima foi obra de um pequeno grupo de eclesiásticos, inteligentes e ousados, que tinham contra o regime republicano, implantado em 1910, grandes ressentimentos. A República reduzira a importância social do clero e os seus rendimentos, e isso levou os padres a hostilizarem abertamente o novo regime tanto no púlpito como fora dele. E se eclodisse em Portugal um fenómeno sobrenatural, capaz de causar alguns engulhos a republicanos e livres-pensadores? Usando de prudência e de absoluto sigilo, dois ou três eclesiásticos começaram a estudar um plano de actuação – e desses conciliábulos nasceram as aparições da Cova de Iria, na Freguesia de Fátima, distrito de Santarém. Os autores do sobrenatural de Fátima pretendiam alcançar três objectivos imediatos: 1º- Tentar a fundação duma nova Lourdes, que conservava então o primeiro lugar entre os centros de peregrinação do mundo católico. 2º- Arranjar uma copiosa fonte de receita para a propaganda católica. 3º- Fazer de Fátima uma arma contra o regime republicano, implantado em Portugal em Outubro de 1910. O primeiro objectivo é denunciado pelo Boletim do clero de Vila Nova de Ourém, sede do concelho de que faz parte a freguesia de Fátima, o qual, após a terceira aparição (13 de Julho de 1917), soltava este jubiloso brado em seu número de 29 de Julho: “Quererá a Rainha dos Anjos fazer desta freguesia (Fátima) uma segunda Lourdes?!... Ah! Quem o merecera! A Deus e à Virgem nada é impossível.” O clero, todavia, era o primeiro a não confiar demasiadamente nos bons ofícios da divindade. Não seria mais seguro que os interessados pusessem mãos à obra? O aguerrido semanário católico de Leiria “O Mensageiro”, ali à beira de Fátima, era dessa opinião, como se vê pela pergunta que fazia em 30 de Maio de 1917, em artigo de fundo: “Católicos de Portugal, porque fiais só do céu a realização das vossas esperanças?” O segundo objectivo foi posto em foco no órgão de grande informação “O Século”, de 13 de Outubro de 1917, por Avelino de Almeida, enviado especialmente a Fátima para fazer a reportagem dos sucessos da Cova da Iria: “Haverá por acaso especuladores que se aproveitam do ensejo para a efectivação de recônditos mas lucrativos planos, em que na santa e eterna ingenuidade representa a matéria prima a explorar? Não o negaremos nós, porque a lição dos factos no-lo vem ensinando através dos séculos, nem pasmaremos se amanhã se descobrir que as faladas aparições de Fátima redundam, sobretudo, em vantagens temporais para muita gente.” O terceiro objectivo – fazer de Fátima uma arma contra a República -, em 1917 estava em primeiro plano, e isso era sabido tanto nas hostes católicas como nas republicanas. De um modo geral, os católicos hostilizaram, quanto puderam, o novo regime, dando origem a grave ressentimento entre os republicanos e a Igreja. Muitos sacerdotes pregavam abertamente contra a República, o que, em alguns casos, obrigou as autoridades a deter – embora por curtos prazos – os padres mais agressivos, a título de advertência. Isso aconteceu a alguns membros do clero da região de Fátima, que, mais tarde, intervieram decisivamente na eclosão do sobrenatural da Cova da Iria. Pág. 11-13. Até 1938, a história de Fátima assemelhava-se à de Lourdes, como a gota de água duma fonte a outra gota de água da mesma fonte. Os meios geográficos e sociais e a personalidade dos videntes, ignorantes e crendeiros, ajudaram a criar entre Fátima e Lourdes a almejada identidade. Os cronistas de Fátima descrevem a Cova de Iria como um sítio feio, ermo e pedregoso. A respeito da montanha de Massabielle, onde fica situada a gruta das aparições, diz Henri Lasserre que seria difícil encontrar “lugar mais solitário, mais selvagem e mais deserto”. Tanto em Lourdes como em Fátima os habitantes eram pouco instruídos mas muito supersticiosos e muito devotos de Maria. Bernadette, Lúcia e os primos eram completamente analfabetos. Em Lourdes e Fátima apareceu aos videntes uma menina de incomparável beleza, que nem Lúcia nem Bernardette designavam pelos nomes de Virgem Maria ou de Nossa Senhora. Estas meninas, dotadas de incomparável beleza, apareceram

Tito a 8 de Dezembro de 2009 às 23:26
em Lourdes e em Fátima com as mãos unidas e em atitude de prece, e delas lhe pendia um rosário de alvas contas. A Senhora promete a Bernadette fazê-la feliz no outro mundo; a Lúcia e aos primos anunciou que os levaria para o céu. - “Sou a Imaculada Conceição” – disse a Senhora em Lourdes. - “Sou a Senhora do Rosário” – confidenciou em Fátima. Desta maneira, as exclamações com que as Senhoras se identificavam mostrava-se um tanto dissonantes, e, por isso, a nova história de Fátima apresentou uma novidade: A Senhora da Cova de Iria tinha pedido a propagação do culto do seu Imaculado Coração. Imaculada Conceição… Imaculado Coração… Os autores da inovação sabem que o povo se não prende com o significado das coisas e aquela semelhança fónica produziria nos ouvidos dos crentes uma agradável impressão… As pequenas dissemelhanças que existiam entre a história de Fátima e de Lourdes foram reduzidas à sua expressão mais simples pelos autores da nova história. Em Lourdes as aparições realizaram-se numa gruta e em Fátima em cima duma azinheira. Que fazer? Acrescentaram-se mais umas cenas na peça – e a nova história insere nas suas páginas as aparições do anjo, que escolhe uma gruta ou “loca” para as realizar. Em Lourdes, a primeira aparição foi precedida dum vento tempestuoso – mas as folhas das árvores nem buliam; em Fátima, antes da aparição do anjo, também se ouviu soprar um vento forte – mas as folhas conservaram-se imóveis. Em Lourdes a Senhora confiou três segredos a Bernadette, enquanto que em Fátima se limitou a comunicar um só. O desacordo sanou-se desta maneira: o segredo de Fátima passou a constar de três coisas distintas, o que equivale a dizer que deixou de ser um para ser três… La Salette também forneceu dois motivos para a nova história de Fátima. Maximino e Melanie declararam que do corpo da Senhora, saíam dois reflexos luminosos, um dos quais envolvia os dois videntes. Era um descrédito para os pastorinhos de Fátima ficarem, sob este aspecto, em plano inferior aos colegas de La Salette. Os autores da nova história solucionaram a questão com uma penada – e os três primos lá apareceram agora banhados por um raio de luz sobrenatural. Outro motivo diz respeito ao conteúdo de um dos segredos. Um deles, em la Salette, prometia a conversão da Inglaterra ao credo católico; em Fátima, a conversão da Rússia. Em face dos sucessos históricos, aconselhamos aos autores das aparições a que sejam mais prudentes, quando se puserem a profetizar… Pág. 185-187.

cine31 a 9 de Dezembro de 2009 às 16:33
Mais uma tira genial. Só vi o primeiro Saw, espero nunca ver os outros. Mas esse crossover com a Academia de Policia (esses devo ter visto todos na TV, loucuras da juventude)...era o primeiro da fila!

the it's the best we found one a 21 de Dezembro de 2009 às 12:33
muito inteligente... nice ;)

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