Por JBM | Terça-feira, 29 Dezembro , 2009, 10:57

 

Gamer de Mark Neveldine e Brian Taylor | 2009

 

"Daqui a alguns anos a contar deste preciso momento", os videojogos já eram. A indústria do entretimento digital resolveu apostar em avatares de carne e osso, e o passatempo da moda é um concurso onde prisioneiros condenados à morte são controlados remotamente por utilizadores sentados no conforto dos seus lares. Kables (Gerald Butler) é um dos infelizes avatares que está prestes a fazer história ao tornar-se na primeira pessoa a sair com vida do jogo. O problema é que o excêntrico criador do desafio (Dexter Morgan... perdão, Michael C. Hall) tem outros planos para ele.

Provavelmente devido ao crescimento das redes sociais, Hollywood escolheu 2009 para reflectir sobre o caminho sombrio que se pode abrir à nossa frente caso nos deixemos fascinar em demasia pelas sociedades virtuais. Há umas semanas era Surrogates a fazê-lo e agora é a vez dos criadores de Crank se debruçarem no assunto.

Mark Neveldine e Brian Taylor criaram uma sociedade decadente, insensível, onde tudo é permitido. Se por um lado temos a morte como forma de divertimento, por outro temos uma prostituição "encapotada" de uma sociedade (pouco) virtual. O filme funciona durante o primeiro terço onde a apresentação do universo é uma novidade, o problema vem depois. (...)

 

| Continua em Rascunho.iol.pt


Carlos Martins a 29 de Dezembro de 2009 às 11:24
Yep, foi uma desilusão... :/

Tigas a 29 de Dezembro de 2009 às 17:32
Eu até gostei. Fui a achar que ia ser só tiros e assim mas gostei da critica á sociedade que fizeram e mesmo aquele "sims" real foi uma boa surpresa. Há cenas forçadas (vilões dançarinos e resistências muito confortavelmente instaladas) mas o conceito em si achei muito bom.

JBM a 30 de Dezembro de 2009 às 02:38
O conceito é bom, mas não é desenvolvido. É só deitar ideias e personagens para o ar e mais nada. Depois é resolver tudo à cacetada. :)

Nekas a 29 de Dezembro de 2009 às 19:27
O filme realmente não apresenta nada assim muito de novo, o seu ponto alto deve ser mesmo a crítica social em relaçao ao Homem/máquina mas essa é um pouco discreta e poderá não chegar a todos...

Abraço
http://nekascw.blogspot.com/

JBM a 30 de Dezembro de 2009 às 02:41
A crítica social é toda escarrapachada nos primeiros minutos. Depois é tentar preencher a coisa com acção. :)

Nuno Coutinho a 29 de Dezembro de 2009 às 22:02
Foi um filme que eu esperava muito, mas saiu furado.

JBM a 30 de Dezembro de 2009 às 02:39
Eu felizmente não estava à espera de grande coisa. :)

Tomate Suicida a 29 de Dezembro de 2009 às 23:13
Eu esperava um pouco mais do filme, nem com o Dexter se safou.


JBM a 30 de Dezembro de 2009 às 02:40
O Dexter pareceu-me muito forçado. Tentou demasiado parecer um vilão sofisticado e a coisa ficou a meio caminho. Mas a culpa também é do guião.

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