
De há uns tempos para cá tenho vindo a sentir uma perturbação no tecido da realidade. O continuum espaço-tempo precipita-se vertiginosamente para o seu destino. Embora ninguém saiba o que se esconde no final da enevoada recta da meta - eu pelo menos não sei - não deixa de ser assustador a velocidade com que tudo acontece.
Ora vejamos: um mês depois de comprarmos um computador novo descobrimos que a antiga maravilha informática se transformou numa obsoleta tábua de cortar queijo com teclado QWERTY (quem diz computador diz carro, televisão, telemóvel, torradeira...); os filmes estreiam no cinema e semanas depois estão em DVD (e enquanto estrearem nos cinemas ainda nos podemos dar por contentes); fazem-se adaptações de livros que ainda nem foram lançados. Como se tudo isto não bastasse (e porque preciso de justificar o título do post), uma rede social criada há meia dúzia de anos e que muitos ainda estão a descobrir tem direito a filme de luxo.
Não sei onde vamos parar meus amigos, mas se tiver sempre uma cover deste calibre como banda-sonora podem contar comigo.












