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"1408"



"It's an evil fucking room."


Antes de mais um pequeno disclaimer: Estava eu a entrar na puberdade quando descobri um autor chamado Stephen King. Foi dele o primeiro romance "a sério" que eu li, e a partir desse momento não só li uma porção considerável dos seus contos e romances, com vi quase todas as suas adaptações ao cinema, e posso afirmar que é, sem sombra de dúvidas, um dos meus autores de eleição.

Dito isto avançamos para o filme: Sim, apesar de existirem muitos, poucos são os filmes com a marca Stephen King que se aproveitam. Este "1408" ("catorze, zero oito" ou "mil quatrocentos e oito"?), não está ao nível de um "The Shining" ou de um "The Shawshank Redemption" (mas, hoje em dia, poucos estão). Eu colocaria esta nova aventura de King no cinema, ao nível de um mais que respeitável "Misery". Aliás, pensem nele como uma mistura entre "Misery" e "The Shining".

Ao factor claustrofóbico e perturbante de "Misery", acrescentamos o factor paranormal de "Shining" e temos um filme de suspense algo antiquado mas honesto, com momentos do mais puro surrealismo à moda de King, que consegue ser genuinamente assustador.

Um dos aspectos interessantes na construção desse medo é a forma como o Hotel Dolphin nos é apresentado. Nada de colinas assustadoras e noites de tempestade. É um simples Hotel contemporâneo no meio de Nova Iorque, como tantos outros por onde podemos passar... isso se tivermos dinheiro, claro.

Quem mais contribui para o sucesso deste filme (e, sem ele isto não resultaria tão bem) é John Cusack. Cusack é daqueles actores com um grande potencial, e com grandes desempenhos que nunca teve o merecido reconhecimento. É certo que já entrou em coisas interessantes ("Being John Malkovich" e "High Fidelity", assim de repente) mas por nada com a projecção suficiente para o lançar definitivamente para o estrelato. Seja como for, aqui ele está no seu melhor... e olhem que ele teve, literalmente, que carregar com o filme às costas. JC pegou num personagem que muito facilmente poderia ser considerado arrogante e antipático, e conseguiu transformá-lo em alguém profundo e complexo pelo qual nos interessamos, o que é digno de nota!

"1408" é por isso tudo um filme a ver. Um verdadeiro filme de suspense old school, com alguns toques interessantes e inovadores na realização a cargo de Mikael Håfström (gostei paticularmente da forma como os fantasmas parecem saídos de uma televisão antiga, e do plano da fechadura, na primeira vez que Cusack entra no quarto).

Atrevam-se a passar lá uma noite e digam que vão da minha parte!

(7.5/10) * * * *

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