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Amar em Manhattan... com um bicho com mais de 20 metros atrás de nós



Finalmente hein? Depois de tanto hype finalmente estreou o projecto mistério de J.J.Abrams! "Cloverfield" é o nome!

O conceito já todos o devem conhecer. Um monstro gigante ataca Nova Iorque! Só que ao contrário da maioria dos filmes de monstros (como aquele da sardanisca gigante do Emmerich), não temos uma perspectiva global dos acontecimentos. A nossa visão é apenas a de umas das muitas pessoas ditas "normais" que viveram esse ataque e que gravaram o acontecimento numa câmara de vídeo vulgar.

E é precisamente ali que "Cloverfield" se distingue dos outros filmes do género. Este é um filme sobre a sobrevivência de pessoas como eu ou vocês num acontecimento de proporções históricas.

Se contarmos o tempo que o monstro aparece no ecrã, não chegamos aos cinco minutos, mas a verdade é que nunca o deixamos de sentir. É um filme tão bem engendrado e adaptado ao seu formato, que conseguimos realmente sentir o que alguém sentiria numa situação daquelas... e de que maneira! O formato não é original. Já o "Blair Witch Project" o tinha usado, e se vir-mos bem não passa do equivalente cinematográfico do formato em "diário" utilizado em alguns romances (Lovecraft por exemplo, era um mestre nesta área), mas não lhe podemos tirar o mérito de ser "bem utilizado".

Quando aqui há uns anos estava para sair o "War of the Worlds" do Spielberg, lembro-me de uma entrevista em que ele comentava que pretendia que o filme dele transmitisse aos espectadores aquilo que a adaptação radiofónica de Orson Welles transmitiu em 1938 (as pessoas acreditaram que estavam mesmo a ser atacadas por marcianos). Pois foi exactamente com "Cloverfield" que se conseguiu o mais próximo do equivalente cinematográfico dessa sensação. Aqui o realismo é levado ao máximo, e, por mais do que uma vez, os espectadores vão encontrar semelhanças com realidades bem próximas. Se o Godzilla original simbolizava o ataque a Hiroshima, não é preciso ser um génio para constatar que a criatura de "Cloverfield" é uma representação física do onze de Setembro.

Umas das coisas que mais me fascinou foi mesmo a forma como Matt Reeves domina o formato do filme, para nos transmitir o maior número de sensações e momentos possíveis. Este filme tem cortes, planos fixos e mesmo flashbacks, tudo isso sem deixar de ser credível. Aliás, os flashbacks são das coisinhas mais interessantes que vi nos últimos tempos, ajudando a dar profundidade aos protagonistas, sem cortar com a dinâmica da coisa.

Em suma, "Cloverfield" tem tudo o que eu esperava dele. Não é chato, não é confuso, tem um monstro gigante e muita coisa partida! Coisas másculas que ajudam a digerir o maior número de pipocas possível! Um dos imperdíveis do ano!

P.S. Ah, e para as mulheres (e homens também) até tem uma bonita história de amor no seu interior! E credível, vejam só!!

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