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Não é um Senhor dos Anéis mas...

 

Eis Orlando Bloom versão 2.0


 

É certo e sabido que a fantasia tem dado a Hollywood muitos milhões desde que Peter Jackson nos brindou com a grandiosa (não há de facto melhor adjectivo para a caracterizar) trilogia do anel. Mas também é certo e sabido que, apesar de muitas tentativas, nunca mais se conseguiu igualar os filmes de Jackson, ao nível de epicidade e profundidade.

Fantasia não é só sobre animais que falam e feitiços de encher o olho. O objectivo primordial do universo do fantástico passa por nos obrigar a reflectir sobre o nosso próprio universo utlizando para isso as mais inesperadas metáforas. A fantasia pretende reflectir sobre valores como os da amizade, da honra e da família.

As Crónicas de Nárnia, tal como C.S. Lewis as escreveu são o exemplo perfeito de uma saga de fantasia para toda a família. Lewis não se limitou a criar personagens. Encheu-as de vida e de valores da mesma forma que o seu amigo J.R.R. Tolkien fez com os habitantes da Terra Média. Nárnia pretende ser a definitiva representação da união entre os valores da humanidade e da natureza.

Felizmente para este filme que essa Nárnia, tal como C.S. Lewis a escreveu, continua em parte lá. O mundo no qual os personagens se movimentam é a melhor tentativa até agora de igualar a Terra Média tal qual Jackson a mostrou ao mundo. Tudo parece imenso e complexo, mas principalmente muito mais negro, o que é uma grande melhoria em relação à pobre primeira parte. Embora o realizador Andrew Adamson não arrisque muito, consegue criar um produto grandioso e dinâmico ao mesmo tempo.

 
Texto publicado na íntegra aqui.

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