Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

CINEBLOG

CINEBLOG

Uma quantidade minúscula de consolo



Coisa a não fazer nº421: andar descalço no deserto
 
De há uns anos para cá que o cinema de espionagem tem um novo cânone. A hegemonia da pueril brincadeira hi-tech setentista de James Bond deu lugar às sóbrias e frias incursões de Bourne. O público tornou-se mais exigente e já não se contenta com gadgets surreais e vilões megalómanos.

James Bond teve que se actualizar. Teve que se tornar frio e credível (ou, pelo menos, minimamente credível) e deixar os gadgets de lado. "Casino Royale" marcou essa mudança. Os fãs gostaram, os novos públicos renderam-se a ele e estava assim reiniciado o mais antigo franchise de espionagem da história do cinema.

As coisas eram tão promissoras que os produtores (encabeçados, como vem sendo habitual, por Barbala Brocolli) resolveram fazer um forte investimento na credibilização do personagem. Contrataram assim Marc Forster - um dos realizadores mais promissores dos últimos tempos - e o oscarizado argumentista Paul Haggis ("Crash").

O resultado, no entanto, apesar de ser positivo, ficou aquém das expectativas. À primeira vista está tudo lá. O sangue, as perseguições, as moças jeitosas (aqui representadas por Gemma Arterton e pela inesgotável Olga Kurylenko) e as mesmas caras (Judi Dench, Giancarlo Giannini e Jeffrey Wright continuam a acompanhar Daniel Craig nesta segunda aventura como agente de sua majestade).

Publicado na íntegra aqui.

7 comentários

Comentar post

Siga-nos:

Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.