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Wolverine de garras (pouco) afiadas

 

Alguém precisa de ligar urgentemente para a linha SOS Manicure



Três capítulos e muitos mutantes depois, o pessoal da Fox não teve grandes dúvidas: o Wolverine foi o personagem mais mediático a sair das incursões cinematográficas de "X-Men". O seu sucesso foi tal que conseguiu transformar um australiano desconhecido numa das grandes estrelas de Hollywood. Portanto não é de admirar que o nosso amigo amargurado tenha sido o mutante escolhido para protagonizar o primeiro spin-off da saga.

"X-Men Origins: Wolverine" (ou "XMO:W" para facilitar a coisa) assumia-se como uma oportunidade única para explorar o passado de um dos personagens mais intrigantes da saga.

Infelizmente para os fãs (e amantes da sétima arte em geral), "XMO:W" está a anos luz de ser um grande filme. Tenho mesmo sérias dificuldades em considerá-lo como parte integrante da saga que Brian Singer iniciou em 1999.

Enquanto que os capítulos anteriores (principalmente "X-Men", "X-2") eram tematicamente ricos, com reflexões constantes ao papel das minorias e da exclusão social, "XMO:W" é um filme de acção "pura e dura", recheado de personagens planas, que vive unicamente do carisma do seu protagonista.

O guião é fraco ao ponto de se atrever a dismistificar um dos pilares do sucesso de Wolverine - o mistério criado e alimentado em redor da sua perda de memória - de forma apressada e flagrantemente insatisfatória. A profundidade dos personagens é nula e alguns dos mutantes que foram alvo de uma maior exposição durante a campanha publicitária (como o Gambit ou o Deadpool) aparecem em três ou quatro cenas, actuando unicamente como um chamariz comercial. Curiosamente até o próprio Wolverine parece subaproveitado.

No entanto, e apesar de tudo isto (e porque sou humano ergo incoerente), não posso deixar de simpatizar com "XMO:W". Em primeiro lugar, apesar da narrativa deficiente, acaba por revelar-se um produto de entretenimento eficaz, com algumas sequências de acção verdadeiramente originais - a contrastar com a cópia descarada que Ratner fez ao estilo de Singer.

E em segundo lugar, por nunca se ter assumido como o "Citizen Kane" de coisa nenhuma. Gavin Hood sempre conduziu as coisas de forma despretensiosa e honesta, o que numa altura em que todos os filmes de super-heróis querem ficar para história do cinema, é de louvar.

Dito isto, e respondendo aos desejos do povo, vamos ao ranking: "X-Men Origins: Wolverine" está longe do patamar de "X-Men" e "X-2" mas é ligeiramente superior (e aqui o "ligeiramente" é a palavra chave) ao sub-produto com que Brett Ratner nos brindou em 2006 ("X-Men: The Last Stand").

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