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Crítica: Star Wars - The Last Jedi. Este não é o Star Wars de que estavam à procura

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Talvez o maior elogio que podemos fazer a The Last Jedi é que, contra todas as expetativas, e apesar de levar às costas todo o peso do mundo, consegue surpreender e inovar.

Desde o início do filme que Rian Johnson assume uma postura de autoconsciência e de desconstrução daquilo que significa o Star Wars. Tornou-se óbvio que já não estamos nos anos 70 ou até mesmo nos 2000. A internet tornou-se uma ferramenta essencial da militância Star Wars e Johnson, com a plena consciência disso, usa-a a favor de uma narrativa que se adivinhava previsível. 

Rian Johnson brinca, ou melhor, trolla a malta da internet e deita por terra todas as teorias rebuscadas e as análises frame a frame dos trailers. É uma espécie de sucessão espiritual do I love you/I know, atualizando-o e ampliando-o a toda a narrativa. Todos os mistérios que foram sendo criados e alimentados pela fanbase durante os últimos anos são resolvidos de forma inesperada, aproximando mais este capítulo ao Return of the Jedi do que ao Empire Strikes Back.

Depois da epicidade insuflada das prequelas e da colagem do episódio VII à fórmula clássica, este corte com o passado é o que de melhor poderia acontecer a uma saga que, como disse George Lucas em 2005, já não tem tinha mais história para a contar.

É ainda digna de nota a refrescante camada de criatividade visual e conceptual que Johnson acrescentou à saga. Como seria de esperar, a ambiguidade moral continua a dominar o texto e o subtexto do filme, mas desta vez é-lhe dada uma série de twists refrescantes. Depois de 8 filmes, é bom ver que a força ainda tem alguns truques na manga. Alguns funcionam melhor do que outros, é certo, mas de um modo geral, e a esta altura do campeonato, acrescentar páginas ao cânone é um sinal de que ainda existe alguém interessado em contar coisas novas.

Dito isto, e apesar do balanço ser positivo, obviamente que não é um filme perfeito. O ritmo do primeiro ato deixa-nos um pouco apreensivos, há pontos narrativos perfeitamente dispensáveis e continuamos a ter uma série de personagens promissoras que não passam disso mesmo (nem tudo é justificável com a tal reviravolta nas expetativas). 

No entanto, numa saga que promete ainda nem ir a meio, isso pode ser facilmente corrigido nos capítulos seguintes. Depois daquele plano final, só podemos esperar que o senhor que se segue olhe para o Star Wars com a consciência de que o universo vai muito para além daquilo que conhecemos e que nem só de bonecos vive uma saga.

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